Medicina

13/07/2026 - 17:27

Oficinas do PISCO colocam a saúde mental do estudante de Medicina no centro das discussões

Disciplina de extensão do curso de Medicina do UNICEPLAC utilizou metodologias ativas para estimular a reflexão sobre desafios da saúde mental durante a graduação

A saúde mental de quem cuida também precisa ser discutida durante a formação médica. Foi com essa proposta que estudantes do 8º semestre de Medicina do UNICEPLAC participaram, ao longo do primeiro semestre de 2026, de oficinas sobre temas que fazem parte da rotina universitária, como estresse, ansiedade, depressão, uso das redes sociais, apostas on-line e consumo de cigarros eletrônicos.

As atividades fizeram parte do Programa de Interação, Serviço, Saúde e Comunidade (PISCO), disciplina obrigatória do curso que desenvolve ações de extensão universitária. 

As oficinas foram conduzidas pelo professor Dr. Ubirajara José Picanço de Miranda Junior, que optou por uma metodologia diferente das aulas tradicionais: em vez de apresentações expositivas, os próprios estudantes conduziram as discussões e provocaram os colegas a refletirem sobre situações vividas no dia a dia da graduação.

"Não é uma sala de aula, não é uma apresentação de um tema pelo professor. Muito pelo contrário. As Diretrizes Curriculares Nacionais propõem que o ensino seja centrado no estudante", explica o docente.

A primeira oficina partiu de uma pergunta simples: quais são os principais desafios para a saúde mental de um estudante de Medicina? Em pequenos grupos, os alunos levantaram questões que fazem parte da rotina acadêmica, como a carga horária, a pressão pelas avaliações, a concorrência entre colegas, a expectativa em relação à residência médica e o contato com os serviços de saúde.

A partir desse levantamento, as discussões passaram a abordar três temas que apareceram com frequência entre os relatos: estresse, ansiedade e depressão.

"O objetivo é fazer uma discussão com reflexão crítica sobre o assunto e não somente ter uma aula sobre isso", afirma o prof. Dr. Ubirajara.

Segundo o docente, o propósito das atividades vai além da discussão dos temas. Ao colocar os estudantes como protagonistas, a disciplina busca desenvolver uma postura crítica diante de situações que poderão ser vivenciadas tanto durante a graduação quanto no exercício da profissão.

"A disciplina trabalha não só a habilidade do aluno lidar com o tema, mas também sua atitude diante dele e diante do paciente. Quando esse paciente trouxer essas questões, o estudante terá mais elementos para compreender a situação e estabelecer uma relação de cuidado mais qualificada", destaca.

Para registrar as experiências desenvolvidas ao longo do semestre, os relatos produzidos pelos alunos durante as oficinas serão reunidos e publicados na revista científica do curso. 

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