Lukas Silva Leite concilia a graduação com a preparação para as próximas etapas do concurso
Aos 15 anos, Lukas Silva Leite começou a trabalhar como professor de informática. Para economizar com transporte e ajudar nas despesas de casa, caminhava cerca de seis quilômetros por dia. Mais tarde, ao trabalhar na Justiça Federal, teve contato com o serviço público e passou a considerar a carreira como uma possibilidade profissional.
Desde então, foram anos de preparação e diferentes concursos. Lukas foi aprovado na Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e na Polícia Civil de Goiás (PCGO) e nomeado na Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), onde permaneceu por quatro anos, e na Polícia Penal do Distrito Federal (PPDF).
De volta a Brasília, ingressou no curso de Direito do Centro Universitário UNICEPLAC e retomou os estudos para concursos. O novo objetivo passou a ser a Polícia Legislativa Federal. Na seleção, conquistou o primeiro lugar na prova discursiva e avançou para as próximas fases. Agora, segue a preparação para o curso de formação.
“O concurso ainda está em andamento e estamos finalizando a primeira etapa, antes do curso de formação. Esse resultado tem um significado muito importante para mim e minha família. Foram quase 10 anos estudando para concursos e quatro aprovações desde 2018. Nenhuma se compara a essa”, afirma. Confira a entrevista com o estudante:
Quando você decidiu prestar o concurso e como organizou a preparação?
Eu havia decidido voltar a estudar para concursos somente depois de concluir o curso de Direito no UNICEPLAC. Mas uma conversa com o professor Edilson Enedino, de Direito Empresarial, me incentivou a antecipar esse plano.
Comecei estudando uma hora antes das aulas durante 2025. Quando surgiu a notícia do concurso, intensifiquei a rotina: acordava às 4h para estudar, trabalhava das 9h às 16h e chegava à faculdade às 17h para continuar os estudos até as 20h.
Qual foi o maior desafio durante esse período?
Conciliar tudo. Eram os trabalhos da faculdade, as demandas do serviço e poucas horas de sono. Entre novembro e abril, pensei algumas vezes em desistir por causa do cansaço. Foi uma rotina bastante puxada.
De que forma o curso de Direito do UNICEPLAC contribuiu para o seu desempenho no concurso?
Estudar Direito no UNICEPLAC sempre foi um dos meus maiores sonhos. Em 2013, cheguei a prestar vestibular, mas não consegui o financiamento pelo Fies. Depois disso, morei quatro anos em Santa Catarina e, quando fui nomeado em Brasília, finalmente consegui fazer a matrícula.
Também tinha o sonho de ter aula com o professor Edilson Enedino, primeiro juiz do Gama, e isso aconteceu já no meu primeiro semestre. Na graduação, as provas discursivas me ajudaram a desenvolver uma escrita mais jurídica e objetiva. Essa prática fez muita diferença no concurso, principalmente para organizar o conhecimento e responder às questões com mais segurança.
O que você destaca na preparação?
O professor Edilson Enedino foi muito importante para que eu retomasse os estudos. Os professores Sérgio Murillo e Luís Perdigão também me ajudaram a aprofundar o conhecimento em Direito Constitucional e Administrativo.
As aulas de Direito Penal e Processo Penal do professor João de Deus também fizeram diferença. Uma das três questões discursivas do concurso, por exemplo, abordou a representação por busca e apreensão.
Que conselho você daria aos estudantes de Direito que também pretendem seguir uma carreira pública?
A vida não vai necessariamente ficar mais tranquila para você conseguir estudar. É preciso encontrar espaço na rotina e entender o quanto aquele objetivo importa para você. Eu sempre penso assim: você não precisa sonhar grande, mas, se o seu sonho é grande, o esforço também precisa acompanhar. Ou aumenta o esforço ou diminui o sonho.
