Iniciativa do Ministério da Defesa reúne universitários de todo o país em ações sociais em comunidades isoladas
O Centro Universitário UNICEPLAC participa do Projeto Rondon 2026, iniciativa promovida pelo Ministério da Defesa que leva ações de desenvolvimento social, cidadania e educação a comunidades em situação de vulnerabilidade em diferentes regiões do país. Nesta edição, apenas o Centro Universitário UNICEPLAC e a Universidade de Brasília (UnB) representam o Distrito Federal no projeto.
A Operação Carimbó, que marca a centésima edição do Projeto Rondon, será realizada entre os dias 6 e 25 de julho, em 18 municípios do Pará. A iniciativa conta com o apoio das Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica) e busca promover o desenvolvimento sustentável, fortalecer a cidadania e proporcionar aos universitários contato direto com diferentes realidades sociais do Brasil.
Durante as operações, as universidades são divididas em dois grupos temáticos. Cada instituição desenvolve atividades socioeducativas voltadas às demandas identificadas nos municípios atendidos. Após um diagnóstico local, os rondonistas promovem oficinas, palestras e capacitações gratuitas para moradores, gestores públicos e lideranças comunitárias.
Integrantes do grupo A, o UNICEPLAC e a UnB irão desenvolver ações nas áreas de cultura, educação e saúde. Já as instituições do grupo B atuarão com temas ligados ao meio ambiente, comunicação, tecnologia, produção e trabalho.
A professora do curso de Medicina do UNICEPLAC, Dra. Renata Avancini, será responsável por coordenar oito estudantes na missão Carimbó, no município de Ipixuna do Pará (PA). Segundo ela, a participação no projeto representa uma experiência transformadora para os alunos.
“Estamos muito felizes por representar nossa instituição e nossa região em um projeto tão importante. Essa iniciativa busca capacitar comunidades e promover cidadania, algo que está totalmente alinhado à formação humanizada que acreditamos ser essencial para os futuros profissionais da saúde”, destaca a Dra. Renata.
O grupo coordenado pela professora irá promover oficinas de primeiros socorros, orientações sobre alimentação saudável e prevenção de doenças, além de palestras educativas e atividades culturais voltadas à comunidade.
“Vamos realizar capacitações para gestores e profissionais de escolas públicas sobre primeiros socorros, além de treinamentos solicitados pela própria comunidade sobre cuidados com os alimentos e prevenção de parasitoses. Também abordaremos, com muito cuidado e responsabilidade, temas como proteção de crianças e adolescentes e enfrentamento à violência contra a mulher”, explica a Dra. Renata.
Estudante no curso de Medicina do UNICEPLAC, Silvia Raquel também embarca para o Pará. “O Rondon é um projeto universitário muito grande que eu sempre tive vontade de participar. Sempre fiquei muito emocionada quando pesquisava sobre o projeto, e acho que vai ser incrível. Será uma troca de experiência, vamos levar conhecimento por meio de oficinas e produzir um efeito multiplicador”, afirma.
Ela conta que a mãe dela foi assistida pelo projeto na década de 1970, quando tinha 10 anos, e diz que a mãe participou de dinâmicas sobre história do Brasil. “À época, o Rondon foi ao Piauí, e ela me contou que foi assistida pelos rondonistas. Apesar de ela ser criança, foi uma memória que marcou. Ela lembra das comidas, lembra do que foi falado. Foi uma experiência tão emocionante que até hoje ela lembra com carinho”.
Sobre o projeto
Criado em 1967, o Projeto Rondon surgiu a partir da chamada “Operação Zero”, quando universitários e professores, acompanhados por militares do então Estado da Guanabara, viajaram para Rondônia para desenvolver ações de assistência médica e apoio social. Após ser descontinuado em 1989, o projeto foi retomado em 2005, com foco em desenvolvimento sustentável, inclusão social e formação cidadã dos estudantes universitários.
